Ementa
DECISÃO MONOCRÁTICA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
EM AÇÃO ANULATÓRIA DE SENTENÇA. DECISÃO
MONOCRÁTICA QUE INDEFERIU A PETIÇÃO INICIAL AO
RECONHECER A INCOMPETÊNCIA DA TURMA RECURSAL
PARA CONHECER E PROCESSAR A QUERELA NULLITATIS.
OMISSÃO ACERCA DA DETERMINAÇÃO DE REMESSA DOS
AUTOS AO JUÍZO COMPETENTE. OMISSÃO SANADA.
APLICAÇÃO DO ARTIGO 64, §3°, DO CÓDIGO DE PROCESSO
CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS E
ACOLHIDOS.
I – RELATÓRIO
(TJPR - 1ª Turma Recursal - 0002363-94.2026.8.16.9000 - Curitiba - Rel.: JUIZ DE DIREITO DA TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS JAIME SOUZA PINTO SAMPAIO - J. 09.04.2026)
|
Íntegra
do Acórdão
Ocultar
Decisão monocrática
Atenção: O texto abaixo representa a transcrição de Decisão monocrática. Eventuais imagens serão suprimidas.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ 1ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS Autos nº. 0002363-94.2026.8.16.9000 Recurso: 0002363-94.2026.8.16.9000 ED Classe Processual: Embargos de Declaração Cível Assunto Principal: Tutela de Urgência Embargante(s): CESAR AUGUSTO CALDERARO DE MARCHI GONÇALVES Embargado(s): PEDRO EDUARDO ORELLANA CLAROS DECISÃO MONOCRÁTICA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AÇÃO ANULATÓRIA DE SENTENÇA. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE INDEFERIU A PETIÇÃO INICIAL AO RECONHECER A INCOMPETÊNCIA DA TURMA RECURSAL PARA CONHECER E PROCESSAR A QUERELA NULLITATIS. OMISSÃO ACERCA DA DETERMINAÇÃO DE REMESSA DOS AUTOS AO JUÍZO COMPETENTE. OMISSÃO SANADA. APLICAÇÃO DO ARTIGO 64, §3°, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONHECIDOS E ACOLHIDOS. I – RELATÓRIO Trata-se de Embargos de Declaração opostos por Cesar Augusto Calderaro de Marchi Gonçalves em face da respeitável decisão proferida por este relator que indeferiu a petição inicial e, por conseguinte, julgou extinto o processo sem resolução de mérito (seq. n° 26.1 - T utCautAnt n° 0007740-80.2025.8.16.9000). Em suas razões, a parte Embargante sustenta que há omissão na decisão quanto à remessa dos autos ao juízo competente. É a breve exposição. II - FUNDAMENTAÇÃO Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço dos embargos de declaração. No mérito, da análise da decisão, verifica-se que os Embargos de Declaração devem ser acolhidos. Os embargos de declaração, conforme dispõe o artigo 1.022, do Código de Processo Civil, são cabíveis quando a decisão contiver omissão, contradição ou obscuridade, e ainda, para correção de erro material. No caso, restou claro na decisão embargada que a “competência para se conhecer e processar a querela nullitatis é do juízo de primeiro grau e não desta 1ª Turma Recursal do egrégio Tribunal de Justiça”, contudo, não houve determinação para remessa dos autos ao juízo competente, conforme determina o artigo 64, §3°, do Código de Processo Civil. Dessa forma, reconheço a omissão existente na decisão monocrática, devendo constar que os autos deverão ser remetidos ao 13° Juizado Especial Cível de Curitiba, para processamento e julgamento da Ação Anulatória de Sentença. III - CONCLUSÃO Diante do exposto, CONHEÇO e ACOLHO os presentes embargos de declaração, nos termos da fundamentação. Curitiba, 09 de abril de 2026. Jaime Souza Pinto Sampaio Magistrado
|